A pavimentação do Morro do Funil, (foto) na estrada que liga Itaguara à comunidade de Mata
Porco, está em ritmo acelerado e a previsão é de que obra
esteja concluída nos próximos dias. A Prefeitura de Itaguara já realizou pavimentações em trechos de morros rurais na comunidade de Sapecado e no Morro Grande - ações inéditas - e este é o terceiro acesso a ser pavimentado. "Essas ações representam comodidade e facilidade de acesso às comunidades rurais e até mesmo uma certa economia para a Prefeitura a longo prazo", disse o secretário de Obras Silvério Lara.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Cidades à beira do caos*
Matéria do Jornal O Tempo de hoje (24/09) mostra mais uma vez a gravidade da crise que os municípios brasileiros tem enfrentado.
Compartilho aqui, trechos da matéria citada:
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Em Pedralva, no Sul de Minas, a prefeitura já acumula dívidas de R$ 400 mil com fornecedores de combustível, merenda e material escolar. O prefeito Antônio Eloísio Gomes diz que deixou de honrar os pagamentos há três meses. "Tive que atrasar os pagamentos para não atrasar a folha dos funcionários", explica.
Em Alto Jequitibá, na Zona da Mata, onde a receita do FPM caiu de R$ 465 mil em maio para R$ 327 mil em agosto, a secretária de administração Sandra Helena Sathler diz que o que entra é suficiente apenas para cumprir compromissos básicos. Se a queda persistir, o bolso do servidor vai sentir.
Já em Felixlândia, região Central, tem servidor que não recebe há três meses. O departamento de educação está em estado de greve. Na última quinta-feira, eles foram para a porta da prefeitura manifestar. "Queremos que os professores recebam o terço de férias, que não foi pago. E, para os demais servidores como cantineiros e auxiliares de serviços gerais, o atraso é de um a três meses", afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Felixlândia (Sindifélix), Danilo Sérgio Ribeiro.
O prefeito da cidade, Marconi Antônio da Silva, diz que o município não tem condições de arcar com toda a folha nem com as dívidas com fornecedores. "Parei todas as obras, cortei gastos, vou dispensar os cargos comissionados. Mas, se não houver uma compensação, nenhuma prefeitura vai conseguir equilibrar as contas", afirma Silva.
Maria José Gomes dos Santos é auxiliar de serviços gerais em um posto de saúde de João Pinheiro, região Noroeste. Lá, o salário atrasou dez dias. "Tive que pegar um dinheiro emprestado para pagar uma prestação, mas não foi suficiente. A gente não pode mais fazer novas contas, pois não sabemos se o salário vai atrasar".
O cartaz foi feito para um protesto do Sindicato dos Servidores Municipais de Felixlândia (Sindifélix), que aconteceu na última quinta-feira. Eles cobram os salários atrasados da prefeitura e entraram com uma ação do Ministério Público Estadual, para reivindicar que o salário seja pago no quinto dia útil de cada mês"
-> LInk da matéria completa - http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=212465,OTE
Compartilho aqui, trechos da matéria citada:
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"Cidades
à beira do caos
Servidor e fornecedor estão sem
pagamento
Publicado no Jornal O Tempo em 24/09/2012
Pedralva, João Pinheiro e Felixlândia. De cada cem
cidades brasileiras, 11 estão com salários atrasados e 47 têm dívidas com
fornecedores. Com a tendência de continuidade na queda da receita do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM), 75% das prefeituras acreditam que não irão
conseguir fechar as contas até o fim do mandato. Os dados são de um
levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CMN) com 4.773 cidades,
86% dos 5.564 municípios brasileiros.
Em Pedralva, no Sul de Minas, a prefeitura já acumula dívidas de R$ 400 mil com fornecedores de combustível, merenda e material escolar. O prefeito Antônio Eloísio Gomes diz que deixou de honrar os pagamentos há três meses. "Tive que atrasar os pagamentos para não atrasar a folha dos funcionários", explica.
Em Alto Jequitibá, na Zona da Mata, onde a receita do FPM caiu de R$ 465 mil em maio para R$ 327 mil em agosto, a secretária de administração Sandra Helena Sathler diz que o que entra é suficiente apenas para cumprir compromissos básicos. Se a queda persistir, o bolso do servidor vai sentir.
Já em Felixlândia, região Central, tem servidor que não recebe há três meses. O departamento de educação está em estado de greve. Na última quinta-feira, eles foram para a porta da prefeitura manifestar. "Queremos que os professores recebam o terço de férias, que não foi pago. E, para os demais servidores como cantineiros e auxiliares de serviços gerais, o atraso é de um a três meses", afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Felixlândia (Sindifélix), Danilo Sérgio Ribeiro.
O prefeito da cidade, Marconi Antônio da Silva, diz que o município não tem condições de arcar com toda a folha nem com as dívidas com fornecedores. "Parei todas as obras, cortei gastos, vou dispensar os cargos comissionados. Mas, se não houver uma compensação, nenhuma prefeitura vai conseguir equilibrar as contas", afirma Silva.
Maria José Gomes dos Santos é auxiliar de serviços gerais em um posto de saúde de João Pinheiro, região Noroeste. Lá, o salário atrasou dez dias. "Tive que pegar um dinheiro emprestado para pagar uma prestação, mas não foi suficiente. A gente não pode mais fazer novas contas, pois não sabemos se o salário vai atrasar".
Repasses terão queda de até 11,2%
neste ano
Quando 2012 terminar, as prefeituras terão
recebido 7,94% a menos em recursos do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM) do que no ano anterior. A previsão é do próprio governo federal, que
reviu os valores previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Para a Confederação
Nacional dos Municípios (CMN), a União subestimou o impacto do benefício fiscal
da redução do IPI para vários setores na arrecadação e a queda pode chegar a
10,9%. O imposto é o principal fomentador do FPM.
"O governo está dizendo que o repasse vai cair de R$ 76,7 bilhões para R$ 70,6 bilhões. Mas acreditamos que cai para R$ 68,7 bilhões", destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Considerando outros repasses constitucionais - além do FPM, os municípios recebem também parte do IPI de exportação e da Cide - a queda é ainda maior, 8,4% nas contas do governo e 11,2% na projeção da CNM. A receita total das cidades foi estimada em R$ 82,6 bilhões pela LOA. No fim do primeiro semestre, após os benefícios fiscais, o governo reduziu para R$ 75,6 bilhões e a CNM estima em R$ 73,3 bilhões. (APP e QA)
"O governo está dizendo que o repasse vai cair de R$ 76,7 bilhões para R$ 70,6 bilhões. Mas acreditamos que cai para R$ 68,7 bilhões", destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Considerando outros repasses constitucionais - além do FPM, os municípios recebem também parte do IPI de exportação e da Cide - a queda é ainda maior, 8,4% nas contas do governo e 11,2% na projeção da CNM. A receita total das cidades foi estimada em R$ 82,6 bilhões pela LOA. No fim do primeiro semestre, após os benefícios fiscais, o governo reduziu para R$ 75,6 bilhões e a CNM estima em R$ 73,3 bilhões. (APP e QA)
Sem saída
Com o atraso do pagamento dos salários,
profissionais da educação de Felixlândia pararam e, sem aulas, Érika Liertany
não terá onde deixar a filha. "É uma situação horrível. Minha mãe trabalha
e eu não posso pagar uma pessoa para ficar com minha filha, então, terei que
levá-la comigo para o trabalho", conta Érika.
Sob protesto
O cartaz foi feito para um protesto do Sindicato dos Servidores Municipais de Felixlândia (Sindifélix), que aconteceu na última quinta-feira. Eles cobram os salários atrasados da prefeitura e entraram com uma ação do Ministério Público Estadual, para reivindicar que o salário seja pago no quinto dia útil de cada mês"
-> LInk da matéria completa - http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=212465,OTE
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Árvore
Neste dia da árvore quero compartilhar uma belíssima canção que conheci quando assisti ao DVD do Arnaldo Antunes (Ao vivo lá em casa - recomendo demais para quem gosta de boa música). Uma bela composição dele e do Jorge Benjor:
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Aprender com as estrelas *
Astronomia deveria ser uma matéria
obrigatória por pelo menos seis meses no currículo oficial do ensino
médio. A astronomia prepara o jovem para a vida, amplia-lhe a
consciência. Não sou astrônomo, nem tive seis meses de astronomia na
escola, mas como autodidata tenho estudado há algum tempo essa ciência e
aprendido muito com ela.
As pessoas seriam melhores se soubessem o quão pequeninos somos diante da vastidão do universo. Saber-se pequeno, ter essa inexorável consciência de pequenez e, ao mesmo tempo, possuir a certeza dogmática de que somos parte de uma organização intergaláctica infinita e metodicamente construída. Chegar a essas certezas pode despertar as mais inefáveis sensações. Há os que amparam-se nessas "conclusões" para afirmar seu ateísmo, mas não é o meu caso. Somos literalmente um mínimo grão de poeira de estrela. Somos ciscos de Deus.
Se soubéssemos as premissas mais básicas da astronomia, certamente preocuparíamo-nos muito menos com as pequenezas da vida. Falar do outro, "preocupar" excessivamente com vidas alheias, criticar o irmão, julgar as pessoas, prejulgar o mundo - sentimentos e necessidades pequenos assim inexistiriam se conhecêssemos basicamente a teoria da expansão do universo, os mistérios dos buracos-negros, o surpreendente milagre criacionista das nebulosas, enfim... se estudássemos minimamente Ciência planetária, Cosmologia, astrobiologia e astrofísica.
A perfeição e a ordem divina dos sistemas planetários contrastam com ilogicidades e imperfeições divinamente calculadas. Entre bilhões de sistemas solares e diversas galáxias invisíveis, nós estamos aqui. E a vida sim é um milagre.
É preciso estudar a lei das estrelas. Enquanto não houver na grade curricular das escolas o estudo específico da astronomia, estudemos por nós mesmos, autodidaticamente. Não podemos prescindir dos conhecimentos astronômicos. São transformadores e aguçam nossa percepção sobre a vida. As estrelas tem mais a nos ensinar do que imagina nossa vã filosofia.
* Alisson Diego Batista Moraes, um entre tantos que queria ter sido Kepler, Copérnico, Tycho Brahe, Giordano Bruno ou Galileu.
PS: Frase atribuída a Kepler: "Não nos perguntemos qual o propósito útil dos pássaros cantarem, pois o canto é o seu prazer, uma vez que foram criados para cantar. Similarmente, não devemos perguntar por que a mente humana se inquieta com a extensão dos segredos dos céus… A diversidade do fenômeno da Natureza é tão vasta e os tesouros escondidos nos céus tão ricos, precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimento."
As pessoas seriam melhores se soubessem o quão pequeninos somos diante da vastidão do universo. Saber-se pequeno, ter essa inexorável consciência de pequenez e, ao mesmo tempo, possuir a certeza dogmática de que somos parte de uma organização intergaláctica infinita e metodicamente construída. Chegar a essas certezas pode despertar as mais inefáveis sensações. Há os que amparam-se nessas "conclusões" para afirmar seu ateísmo, mas não é o meu caso. Somos literalmente um mínimo grão de poeira de estrela. Somos ciscos de Deus.
Se soubéssemos as premissas mais básicas da astronomia, certamente preocuparíamo-nos muito menos com as pequenezas da vida. Falar do outro, "preocupar" excessivamente com vidas alheias, criticar o irmão, julgar as pessoas, prejulgar o mundo - sentimentos e necessidades pequenos assim inexistiriam se conhecêssemos basicamente a teoria da expansão do universo, os mistérios dos buracos-negros, o surpreendente milagre criacionista das nebulosas, enfim... se estudássemos minimamente Ciência planetária, Cosmologia, astrobiologia e astrofísica.
A perfeição e a ordem divina dos sistemas planetários contrastam com ilogicidades e imperfeições divinamente calculadas. Entre bilhões de sistemas solares e diversas galáxias invisíveis, nós estamos aqui. E a vida sim é um milagre.
É preciso estudar a lei das estrelas. Enquanto não houver na grade curricular das escolas o estudo específico da astronomia, estudemos por nós mesmos, autodidaticamente. Não podemos prescindir dos conhecimentos astronômicos. São transformadores e aguçam nossa percepção sobre a vida. As estrelas tem mais a nos ensinar do que imagina nossa vã filosofia.
* Alisson Diego Batista Moraes, um entre tantos que queria ter sido Kepler, Copérnico, Tycho Brahe, Giordano Bruno ou Galileu.
PS: Frase atribuída a Kepler: "Não nos perguntemos qual o propósito útil dos pássaros cantarem, pois o canto é o seu prazer, uma vez que foram criados para cantar. Similarmente, não devemos perguntar por que a mente humana se inquieta com a extensão dos segredos dos céus… A diversidade do fenômeno da Natureza é tão vasta e os tesouros escondidos nos céus tão ricos, precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimento."
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Prefeitura Entrega Praça à Comunidade do Alto Rosário
A Secretaria de Obras faz ajustes finais na Praça do Alto
Rosário, onde estão sendo assentados bancos de concreto e pinturas nas
muretas. A praça era uma antiga revindicação da comunidade, assim como o asfaltamento da Rua do Rosário. Ambas revindicações agora são realidade: Abaixo, fotos:
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Muitas promessas para pouca verba
Abaixo, compartilho trechos da matéria publicada no dia 12/09/2012, pelo jornal O TEMPO.
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Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), lembra que cada município tem a sua realidade, mas que a maioria dos candidatos desconhece como administrar um município. "A ampla maioria não conhece a realidade da cidade e formula propostas de maneira muito pessoal. Com isso, eles acabam ganhando as eleições e, depois, não têm como cumprir as promessas", afirmou.
Após mais de três anos e meio de mandato e com conhecimento da saúde financeira da cidade, José Benedito Nunes Neto (PT), candidato à reeleição em Janaúba, no Norte de Minas, admite as dificuldades no orçamento, mas prevê intervenções na cidade. "Com o crescimento da cidade, esperamos novas fontes de receita que nos possibilitem inaugurar um parque industrial e expandir a rede de esgoto", disse o petista.
Em Nova União, na região Central do Estado, Moacir Barbosa Figueiredo (PP), que pleiteia o segundo mandato, quer investir na infraestrutura, mesmo sabendo que não tem recursos em caixa. "Temos projetos para a pavimentação da malha rodoviária municipal, para o transporte de passageiros e para toda a infraestrutura".
Segundo o prefeito e candidato à reeleição em Igaratinga, na região Centro-Oeste, Fábio Alves Costa Fonseca (PDT), a falta de recursos retirou outros nomes da disputa. Ele é o único candidato. O prefeito tem feito quatro promessas. "Temos projeto para criação do parque industrial, para a construção de moradias, o asfaltamento da MG-430, no trecho que liga a cidade a Divinópolis, e para melhorar a saúde’.
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Muitas promessas para pouca verba nos
caixas das prefeituras
Municípios só conseguem pagar pessoal
e sustentar serviços básicos
Se eleger-se prefeito de uma cidade é uma tarefa complicada, cumprir as
promessas feitas durante a campanha pode se tornar impossível, de acordo com as
realidades financeiras dos municípios. Sem obter grandes receitas, as cidades,
principalmente, as menores, vivem reféns do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), que, quase sempre, não é suficiente para arcar com o
pagamento da folha de pessoal e dos serviços básicos de uma cidade, como o
recolhimento de lixo.
De acordo com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), cerca de 70% dos municípios mineiros têm como principal fonte de recurso o FPM - transferência constitucional da União para os municípios -, composto de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A falta de recursos, entretanto, não impede os candidatos de apresentarem inúmeras propostas que, diante do quadro financeiro, são impossíveis.
Para o presidente da associação, os prefeitos e candidatos devem ter atenção em relação às propostas de campanha. "O candidato tem que ficar muito atento aos compromissos que irá fazer. É muito fácil fazer promessas para atender o que as pessoas querem, mas a capacidade de investir no município com recursos próprios é praticamente zero", disse Ângelo Roncalli.
O presidente da AMM ainda chamou a atenção para a realidade financeira das cidades de Minas. "Infelizmente, muitos municípios estão com dificuldades. O dinheiro dá apenas para pagar as contas e manter a cidade limpa. Não tem mágica", revelou Roncalli.
De acordo com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), cerca de 70% dos municípios mineiros têm como principal fonte de recurso o FPM - transferência constitucional da União para os municípios -, composto de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A falta de recursos, entretanto, não impede os candidatos de apresentarem inúmeras propostas que, diante do quadro financeiro, são impossíveis.
Para o presidente da associação, os prefeitos e candidatos devem ter atenção em relação às propostas de campanha. "O candidato tem que ficar muito atento aos compromissos que irá fazer. É muito fácil fazer promessas para atender o que as pessoas querem, mas a capacidade de investir no município com recursos próprios é praticamente zero", disse Ângelo Roncalli.
O presidente da AMM ainda chamou a atenção para a realidade financeira das cidades de Minas. "Infelizmente, muitos municípios estão com dificuldades. O dinheiro dá apenas para pagar as contas e manter a cidade limpa. Não tem mágica", revelou Roncalli.
Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), lembra que cada município tem a sua realidade, mas que a maioria dos candidatos desconhece como administrar um município. "A ampla maioria não conhece a realidade da cidade e formula propostas de maneira muito pessoal. Com isso, eles acabam ganhando as eleições e, depois, não têm como cumprir as promessas", afirmou.
Após mais de três anos e meio de mandato e com conhecimento da saúde financeira da cidade, José Benedito Nunes Neto (PT), candidato à reeleição em Janaúba, no Norte de Minas, admite as dificuldades no orçamento, mas prevê intervenções na cidade. "Com o crescimento da cidade, esperamos novas fontes de receita que nos possibilitem inaugurar um parque industrial e expandir a rede de esgoto", disse o petista.
Em Nova União, na região Central do Estado, Moacir Barbosa Figueiredo (PP), que pleiteia o segundo mandato, quer investir na infraestrutura, mesmo sabendo que não tem recursos em caixa. "Temos projetos para a pavimentação da malha rodoviária municipal, para o transporte de passageiros e para toda a infraestrutura".
Segundo o prefeito e candidato à reeleição em Igaratinga, na região Centro-Oeste, Fábio Alves Costa Fonseca (PDT), a falta de recursos retirou outros nomes da disputa. Ele é o único candidato. O prefeito tem feito quatro promessas. "Temos projeto para criação do parque industrial, para a construção de moradias, o asfaltamento da MG-430, no trecho que liga a cidade a Divinópolis, e para melhorar a saúde’.
Impostos
Isenção reduz fatia do FPM
Os recursos já limitados dos municípios sofreram
ainda mais com a redução e isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) promovidos pelo governo federal. O IPI é um dos dois impostos que compõem
o Fundo de Participação dos Municípios (FMP).
De acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), somente em julho, os municípios mineiros tiveram uma redução de mais de 35% no valor repassado pela União. No levantamento da associação, somente nos meses de junho e julho, as cidades de Minas deixaram de receber mais de R$ 250 milhões.
"Tivemos além da redução do IPI, o aumento da devolução do Imposto de Renda e o aumento do salário mínimo. Isso nos preocupa. A gente compreende a preocupação do país em mexer com a economia, mas isso é fazer gracinha com o chapéu alheio", cutucou Ângelo Roncalli, presidente da AMM.
Cidades como Igaratinga, Nova União, Janaúba, Belo Oriente, por exemplo, sofreram com a perda de recursos do FMP. A dificuldade, nas quatro cidades, foi sentida diretamente nas administrações, que tiveram que escalonar o pagamento dos salários dos servidores.
"Esse mês não conseguimos pagar todos os funcionários no último dia 30. Pagamos os comissionados no dia 10 de setembro. A queda do FPM tem afetado muito", afirmou o prefeito de Igaratinga, Fábio Alves Costa Fonseca (PDT).
"Foi uma pancada na arrecadação dos municípios. O fluxo de obras terá que ser de acordo com a força financeira", avaliou o prefeito de Nova União, Moacir Barbosa Figueiredo (PP)
De acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), somente em julho, os municípios mineiros tiveram uma redução de mais de 35% no valor repassado pela União. No levantamento da associação, somente nos meses de junho e julho, as cidades de Minas deixaram de receber mais de R$ 250 milhões.
"Tivemos além da redução do IPI, o aumento da devolução do Imposto de Renda e o aumento do salário mínimo. Isso nos preocupa. A gente compreende a preocupação do país em mexer com a economia, mas isso é fazer gracinha com o chapéu alheio", cutucou Ângelo Roncalli, presidente da AMM.
Cidades como Igaratinga, Nova União, Janaúba, Belo Oriente, por exemplo, sofreram com a perda de recursos do FMP. A dificuldade, nas quatro cidades, foi sentida diretamente nas administrações, que tiveram que escalonar o pagamento dos salários dos servidores.
"Esse mês não conseguimos pagar todos os funcionários no último dia 30. Pagamos os comissionados no dia 10 de setembro. A queda do FPM tem afetado muito", afirmou o prefeito de Igaratinga, Fábio Alves Costa Fonseca (PDT).
"Foi uma pancada na arrecadação dos municípios. O fluxo de obras terá que ser de acordo com a força financeira", avaliou o prefeito de Nova União, Moacir Barbosa Figueiredo (PP)
Matéria completa -> Jornal O Tempo
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Queda de FPM preocupa municípios
A queda de receita dos municípios está preocupando as prefeituras brasileiras, sobretudo as que mais dependem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Publico abaixo carta do presidente da Associação Mineira de Municípios enviada à Prefeitura de Itaguara, acerca do grave momento financeiro vivido pelas cidades brasileiras dependentes do FPM, como é o caso de nossa urbe:
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Belo Horizonte, 12 de setembro de 2012.
Caro Prefeito,
A Associação Mineira de Municípios - AMM, visando cumprir a sua
missão institucional de defender permanentemente os interesses dos
municípios mineiros junto aos outros entes federativos, e, sensibilizada
com a grave situação que as administrações municipais vêm enfrentando, principalmente
em função da brusca queda do Fundo de Participação dos Municípios -
FPM, que somente no mês de julho deste ano teve uma redução de 15% se
comparado com o mesmo período do ano passado, devido à isenção do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) promovida pelo Governo
Federal, vem à Vossa presença, informar que a Associação não medirá
esforços para apresentar propostas e ações que amenizem esse problema
que prejudica significativamente os municípios mineiros e brasileiros.
Conforme análise realizada pela AMM, a redução do IPI, não
melhorou o desempenho da economia como esperava o Governo Federal, mas
provocou grande baque nas finanças municipais, deixando o gosto amargo
da medida a cargo dos prefeitos, pois, embora sejam impostos de
competência da União, o IPI e o Imposto de Renda compõem o Fundo de
Participação dos Municípios - FPM, principal receita de mais de 70% dos
municípios mineiros.
O Presidente da AMM, Prefeito Ângelo Roncalli, participou no
dia 5 de setembro passado de uma reunião em Brasília, convocada pela
Confederação Nacional de Municípios - CNM, juntamente com as demais
Associações Estaduais de Municípios do Brasil, com o objetivo de,
juntos, apresentarem e discutirem propostas buscando, assim, uma
alternativa emergencial para esse problema.
Na oportunidade, a AMM apresentou duas propostas, as quais entende serem extremamente benéficas para as finanças municipais:
A primeira, trata da implementação de mecanismos de
estabilização que assegurem regularidade nos repasses do FPM ao longo do
ano, fazendo com que cada município saiba ao início de cada ano o
montante a ser repassado, bem como o valor das parcelas, que passariam a
ter um valor fixo e não variável como é hoje. Dessa forma, os
municípios teriam condições de prever o volume de recursos que
receberiam mensalmente e planejar melhor sua execução ao longo do ano.
A outra proposta seria a criação de medida de compensação
financeira com base nas perdas efetivas de recursos de FPM. Com a
implementação dessa medida, ficaria assegurado aos municípios o
recebimento dos valores previstos para o exercício financeiro. Com isso,
muitos dos problemas causados pela abrupta queda dos repasses, como por
exemplo após a implementação de medidas de desoneração de impostos de
competência da União, mas que causem impacto nas finanças municipais
seriam amenizados, favorecendo a regularização da situação financeira e
orçamentária dos municípios brasileiros.
Nessa mesma ocasião, os representantes do movimento
municipalista brasileiro participariam de uma audiência agendada com a
Ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que foi cancelada
pela ministra, momentos antes da sua realização.
Diante do exposto, ratificamos o empenho da AMM nessa luta,
salientamos que a Associação está vivendo esta situação juntamente com
todos os prefeitos mineiros, informando ainda que temos encaminhado
diariamente informações aos veículos de comunicação, mídias sociais, AMM
TV, Portal AMM, dentre outros, relatando a verdadeira situação
enfrentada pelos municípios, bem como encaminhamos Ofício à Presidenta
Dilma Rousseff, cobrando providências urgentes.
Pedimos também o apoio do colega em uma
estratégia de mobilização que estamos desenvolvendo. Trata-se de um
grande abaixo assinado dos prefeitos e prefeitas de Minas Gerais (e
estamos convidando as outras estaduais do país), para entregarmos à
Presidenta Dilma Rousseff, a fim de sensibilizá-la quanto à gravidade do
problema, que afeta, na verdade, os cidadãos que mais necessitam das
políticas públicas, os mais carentes, os socialmente vulneráveis, enfim,
todos àqueles pelos quais trabalhamos diuturnamente na tentativa de
melhorar sua qualidade de vida e sua dignidade humana.
Sendo o que nos apresenta para o momento,
acreditando que a solução dos problemas passa pelo comprometimento de
todos os partícipes envolvidos nesse grandioso trabalho, reiteramos os
nossos votos de estima e consideração, colocando-nos à disposição para
os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Atenciosamente,
Ângelo Roncalli
Presidente da AMM
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Artigo: Eleições 2012
Compartilho um interessante artigo escrito pelo sociólogo itaguarense Gílson Lima.
Eleições 2012
![]() |
Vista Panorâmica de Itaguara: Foto - Lílian Nascimento |
No dia 07 de outubro, seremos chamados às
urnas para elegermos os prefeitos e vereadores, que, por mais 04 anos,
exercerão os cargos de liderança em nossa
cidade. O que para muitos incrédulos e desiludidos com a democracia moderna e
com a profusão de escândalos diários a que somos expostos pelos noticiários,
não significa muito. Entretanto, acredito que uma sociedade só alcança a sua
plenitude, na medida em que os seus cidadãos se apresentem de forma responsável
e crítica. E o ato de votar é um destes momentos em que devemos afirmar de
forma consciente a nossa responsabilidade para com o todo, ou seja, para a
comunidade na qual estamos inseridos.
Dentro desta perspectiva, gostaria de abordar
dois aspectos, o primeiro que diz respeito ao ordenamento político brasileiro.
De acordo com a tradição democrática, a
Constituição Brasileira reconhece a divisão em três poderes: o Executivo, o
Legislativo e o Judiciário, que devem ser independentes, ou seja, um não pode
interferir no funcionamento do outro, mas devem funcionar em harmonia.
Ao Poder Executivo, cabe governar,
administrando os recursos públicos conforme determina a lei. Os seus ocupantes
são: no nível federal o presidente da república, estadual o governador do
estado e nos municípios os prefeitos.
O Poder Legislativo é representado, em nível
federal, pelos deputados federais e senadores (Congresso Nacional), em nível
estadual, pelos deputados estaduais (Assembléias Legislativas) e nos
municípios, pelos vereadores (Câmaras Municipais). Cabendo a eles propor e
votar leis, apreciar matérias apresentadas pelos outros poderes e pela
população, fiscalizar as ações do Executivo, votar os orçamentos públicos e
examinar as contas públicas.
Já o Poder Judiciário, só existe em nível
federal e estadual. O judiciário não elabora leis, a ele compete interpretá-las
e julgar suas pendências.
O segundo item relaciona-se aos atributos que
devemos valorizar quando da escolha dos nossos candidatos. Apesar de ser uma
formulação muito ampla e pessoal, creio que alguns aspectos devem ser
essenciais para esta escolha e pode contribuir para uma reflexão quanto ao
melhor prefeito e vereador para a nossa cidade, e qual o mais habilitado para o
bom desempenho de suas atribuições no dia-a-dia da administração pública. Sabendo-se
que no tocante aos candidatos a prefeitos de Itaguara, todos os dois possuem
experiência à frente da administração de nossa cidade.
a)
Eficiência, articulação e capacidade administrativa – espera-se de um bom
prefeito, a gestão eficiente do orçamento público. Pois, os recursos são sempre
insuficientes frente às demandas. E muitos deles são de destinação exclusiva,
ou seja, as emendas ou recursos são direcionados a fins específicos, não sendo
possível o seu remanejamento. Daí a necessidade do prefeito ter uma boa
capacidade de articulação com os governos estaduais, federais e com o
legislativo destas esferas, para a obtenção de verbas. E aliado a isto, uma boa
capacidade de gestão, para que os gastos sejam feitos de forma a
maximizar os benefícios para a população e os serviços prestados com a máxima
qualidade que a comunidade merece e exige.
b)
Diálogo, transparência e honestidade – nos dias atuais, onde a informação e os
canais de comunicação são cada vez mais dinâmicos e acessíveis à população, é
imprescindível que o futuro prefeito e também os vereadores, saibam
dialogar com a população, sendo sensíveis e responsivos às suas demandas,
sobretudo àquelas parcelas mais vulneráveis e com menor poder de articulação e
pressão. E ao executar as demandas ou propô-las, saibam fazê-las com
transparência, honestidade e zelo ao recurso público, de forma que todos sejam
beneficiados e não apenas um grupo ou parcela da população. Para que haja
uma total separação entre o que é público e sua consequente destinação, e o que
é interesse privado. Relação esta tão arraigada e presente na nossa cultura,
mas tão perniciosa e que deve ser combatida a todo e qualquer custo, a fim de
se evitar a corrupção e desvio de dinheiro público.
c)
Visão abrangente e sistêmica dos problemas afetos à comunidade e capacidade de
planejamento – é necessário que o futuro prefeito e também os vereadores, cada
um na sua esfera de atuação, tenham uma visão clara, objetiva e sistêmica, dos
problemas afetos à comunidade e o discernimento e a energia necessária para a
sua solução. Mas, mais do que isto, é preciso pensar o hoje e visualizar o
futuro que desejamos para a nossa cidade, pois as ações e propostas executadas
no dia-a-dia terão alcance e repercussão no futuro de todos. E por mais
tentador que seja a execução de obras e feitos de fácil aceitação, é
imprescindível a capacidade de planejamento de médio e longo prazo, inclusive
no tocante à consecução dos projetos, obras e capacidade orçamentária.
Por último, gostaria de reforçar a
necessidade de uma reflexão consciente e responsável quanto à importância do
voto e da escolha dos futuros vereadores e prefeito. Pois, a qualidade dos
nossos governantes está diretamente relacionada às nossas próprias escolhas. E por
menor que seja a relação entre o seu voto e o montante necessário à vitória
deste ou daquele candidato, ela é de suma importância para a definição de qual
prefeito e vereadores queremos para a nossa cidade. E este poder é indelegável,
ou seja, cabe apenas a nós.
* Gilson
Adriano de Oliveira Lima é itaguarense, funcionário do Banco do Brasil em
Ribeirão Preto (SP), formado em Ciências Sociais pela UFMG e MBA em Serviços
Bancários pelo INEPAD/UNB.
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